Liberalismo
da Abundância

Nota · 29/10/2026

Robôs medidos pelo trabalho. Falta medir o ganho das pessoas.

A AGIBOT propôs medir robôs pelo trabalho útil que fazem, o Worken. Falta a métrica social: quanto desse trabalho vira renda e tempo livre para as pessoas.

Em 29 de outubro, em Xangai, a AGIBOT propôs o Worken, uma forma de medir robôs pelo trabalho útil que eles fazem, e não pela quantidade de unidades fabricadas. A fórmula proposta é robôs ativos × horas de trabalho autônomo × taxa de eficiência: conta só robôs de fato trabalhando, só o tempo em que operam sozinhos e compara a produção com uma referência, como o trabalho de uma pessoa na mesma tarefa.

É uma boa ideia. Medir o que importa, e não o que é fácil contar, ajuda empresas a investir melhor.

Falta a métrica social

Mas a pergunta que interessa à sociedade vem depois: quanto desse trabalho vira renda e tempo livre para as pessoas? Se robôs fizerem mais horas de trabalho útil, queremos ver isso aparecer em salários, participação nos lucros, serviços públicos melhores e jornadas menores, não só em produção. Esse é o centro do nosso manifesto.

Medir o trabalho dos robôs é o primeiro passo. O segundo é medir quanto dele volta para as pessoas.

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