Robô humanoide costuma soar como coisa de laboratório rico ou de bilionário. Um grupo da Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, mostrou outro caminho. Em artigo publicado em 2 de novembro, os pesquisadores apresentam o Pixel, um humanoide sobre rodas que, segundo eles, pode ser montado por menos de US$ 15 mil. O valor é o custo das peças para montar o robô, e não um preço de venda.
O que o Pixel faz
O Pixel não tem pernas: anda sobre uma base com rodas e tem um elevador que sobe e desce o corpo. Da cintura pra cima, são 17 graus de liberdade: um no tronco, sete em cada braço e dois na cabeça, com proporções parecidas com as de uma pessoa. Nos vídeos da equipe, ele aspira a mesa, arruma almofadas e pendura um casaco sozinho.
A parte mais interessante talvez seja como ele aprende. Em vez de alguém controlar o robô a distância, uma pessoa veste um kit com sensores e faz a tarefa ela mesma. O kit custa menos de US$ 1 mil, usa sensores comuns e peças feitas em impressora 3D, e permite ao robô aprender com os movimentos humanos, sem precisar de um robô durante a gravação. Nas três tarefas treinadas só com essas demonstrações humanas, o Pixel completou em média 82% de cada tarefa.
Aberto, mas ainda não publicado
O artigo descreve o Pixel como um projeto de código aberto. Na página do projeto, porém, o aviso é “Open Sourced Soon!” (aberto em breve), e até agora não há código nem arquivos de projeto para baixar. Ou seja: a promessa é abrir tudo, mas isso ainda não aconteceu.
Abundância é isso
Tecnologia cara ficando barata e, se a promessa se cumprir, aberta para qualquer um copiar e melhorar. Não é barato para todo mundo, mas está longe de ser coisa de bilionário. Robôs que limpam a casa já estão chegando ao mercado, como mostramos em Robôs humanoides já limpam casas. Quanto mais baratos ficarem, mais gente vai ter acesso ao que eles fazem, e mais importante fica discutir como esse ganho chega a todos.
Tecnologia cara ficando barata e aberta: é assim que a abundância chega.
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Imagens do robô: vídeos oficiais do projeto Pixel, da Carnegie Mellon, em pixel-robot.com.
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